segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Glutationa

A glutationa (GSH) é o antioxidante mestre do corpo.
GSH é uma molécula de proteína pequena composta por ácidos 3 aminoácidos: cisteína, glutamina e glicina. 
GSH otimiza seu sistema imunológico, maximiza sua função antioxidante, apoia o seu processo de desintoxicação no nível celular, aumenta seus níveis de energia e aumenta a sua força e resistência.
Esta molécula é sintetizada no interior das células. A sua síntese irá variar de acordo com a biodisponibilidade dos aminoácidos, particularmente da cisteína, uma vez que este aminoácido é dos três o mais escasso nos alimentos. Para além desta limitação na sua biodisponibilidade, este aminoácido apresenta na sua estrutura um componente que o caracteriza bioquimicamente, o enxofre. Este vai conferir à glutationa a capacidade de desempenhar as funções que lhe são características e de importância vital no organismo.
O nível intracelular de glutationa pode ser preditivo para a longevidade dessa célula. Face ao papel da GSH na proteção contra o estresse oxidativo e destoxificação de xenobióticos, a disponibilidade desta na forma reduzida é um fator chave para a manutenção da saúde. Quanto menor o conteúdo em glutationa numa célula, menor a probabilidade de sobrevivência dessa célula.
A Glutationa existe na forma reduzida (GSH) e oxidada (GSSG). Em células e tecidos saudáveis, mais de 90% do total de glutationa está na forma reduzida (GSH) e menos de 10% existe na forma oxidada (GSSG). Um aumento da relação de GSSG/GSH é considerado indicativo de estresse oxidativo. A proporção de glutationa reduzida de glutationa oxidada dentro das células é frequentemente utilizada como uma medida de toxicidade celular.
Como aumentar os níveis de glutationa:
Visto que a glutationa é uma proteína e como tal é quebrada durante a digestão, suplementos de glutationa orais não funcionam muito bem.
Alimentos ricos em glutationa podem ajudar, como os aspargos e o abacate.
Mas a maior parte da glutationa destes alimentos, assim como suplementos orais de glutationa, é quebrada no trato digestivo e não pode efetivamente aumentar os níveis de glutationa celular. Embora incluir alimentos com alto teor de glutationa em sua dieta seja benéfico.
Como eu disse acima glutamina e glicina estão prontamente disponíveis na maioria das dietas ocidentais; cisteína, no entanto, é um fator limitativo da produção de GSH.
Uma razão para isso é que a cisteína não sobrevive muito bem à digestão. A maioria da cisteína é quebrada ou alterada em algum lugar ao longo da viagem desde a boca até a célula. É por isso que é importante consumir cisteína em uma forma resistente.

Whey protein contém três proteínas altamente bioativas: lactoferrina, albumina e alfa lactalbumina. Estas proteínas contêm quantidades excepcionais de cisteína. E o mais importante, na forma em que pode entrar nas células: cada molécula de cisteína é ligada com a outra molécula de cisteína por uma ligação dissulfureto ou uma ponte.
Esta unidade emparelhada é agora chamada cistina. Cistina pode facilmente entrar na célula, onde se decompõe em duas moléculas de cisteína e participa na formação de glutationa.
Estas pontes dissulfeto são muito frágeis e facilmente desnaturadas por calor ou estresse mecânico. A pasteurização do leite desnatura esta molécula.
Para o whey ser eficaz no aumento da glutationa, ele deve ser mantido não desnaturado, sem aquecimento e inalterado em todos os momentos durante o processo de fabricação.
Cisteína está disponível como um suplemento de lojas de produtos naturais e farmácias. Ele normalmente é rotulado como “L-cisteína”.
A ciência tem provado que suplementar cisteína pode de fato aumentar a glutationa intracelular, especialmente em casos de grave esgotamento da glutationa.
No entanto, cisteína como um suplemento pode promovero aumento de homocisteína e pode ser potencialmente tóxico. A sua absorção na corrente sanguínea é limitada, pois é facilmente oxidado no trato digestivo. Oxidação adicional na corrente sanguínea leva à formação de sub-produtos potencialmente tóxicos, alguns dos quais podem conter um oxidante altamente reativo - radicais hidroxilo.
Devido ao potencial de toxicidade não é recomendado que se utilize suplementos de L-cisteína sem estrita supervisão médica.
N-acetil-cisteína (também conhecida como NAC), é uma variante da L-cisteína. Esta variação na estrutura molecular permite que cisteína sobreviva no trato digestivo e entre nas células, aumentando assim a biodisponibilidade da cisteína.
A terapia NAC tem dois problemas comuns: é uma droga farmacêutica que tem certa toxicidade, e os níveis de glutationa induzida pela NAC atingem um pico rápido e declinam em poucas horas.
O consumo de enxofre também pode contribuir para o aumento da glutationa.
O enxofre dietético na forma de sulfatos pode vir da água mineral rica.
Todos nós já ouvimos falar sobre fontes termais de enxofre e banhos (assim como a água do mar) que foram utilizados durante séculos para tratar doenças de pele e digestivas, para aliviar a dor da artrose e artrite, diminuir a inflamação, aliviar a asma e relaxar o corpo e a mente.
O suplemento MSM  (methylsulfonylmethane or dimethylsulfone) é uma fonte natural de enxofre orgânico derivado de sulfureto de dimetilo e pode ser facilmente assimilado pelo organismo. 
MSM é geralmente considerado seguro e não tóxico nas doses recomendadas, uma vez que o corpo usa apenas o que ele precisa e elimina naturalmente qualquer excesso. 
Suplementos MSM não devem ser confundidos com fármacos derivados de sulfa, ou com sulfitos, formas inorgânicas de enxofre, que são utilizados como conservantes de alimentos para ajudar a manter a cor e prolongar a vida de prateleira. 
Alguns fitoquímicos encontrados no brócolis, couve-flor, couve e couve de Bruxelas, contribuem para aumentar os níveis de glutationa. Algumas especiarias - por exemplo, açafrão, canela e cardamomo - tem compostos que podem ajudar a restaurar os níveis saudáveis de GSH. No entanto, a investigação sobre o papel desses compostos fitoquímicos na produção de glutationa é limitada a estudos com animais e estudos de cultura de células.
O ácido alfa-lipóico, um composto com diversas funções que atua como um antioxidante, que neutraliza várias toxinas, incluindo metais pesados atua como uma co-enzima para a reciclagem de outros antioxidantes incluindo a glutationa e também a vitaminas C e E. É produzido no corpo, mas também está disponível como um suplemento. Ela desempenha um papel importante na conversão de glutationa a partir da sua forma oxidada. Esta capacidade de ácido lipóico para melhorar a função glutationa leva a melhores níveis de GSH.
A glutamina é o segundo aminoácido mais importante na produção de glutationa após a cisteína. Os estudos têm mostrado que, quando tomado por via oral ou por via intravenosa a glutamina aumenta as concentrações de glutationa. A glutamina é essencial para o metabolismo e manutenção de músculos.
A melatonina, um hormônio conhecido para regular o sono, produzido pela glândula pineal no cérebro é liberada no sangue durante a noite e sua produção é muito afetada pela luz. A melatonina é também um poderoso antioxidante e desempenha um papel na estimulação de outros antioxidantes. A melatonina aumenta os níveis de GSH em muitos tecidos, incluindo os do cérebro, fígado, músculo e no soro sanguíneo.
Cardo de leite- Thistle Milk - uma planta usada por muitos séculos para tratar várias doenças hepáticas possui um componente ativo chamado silimarina, que impede a peroxidação lipídica da GSH e mantém os seus níveis.
A vitamina C aumenta a glutationa, ajudando o organismo fabricá-lo.
A vitamina E e C também reciclam a glutationa.
Vitaminas B6, B12, B1 e B2 também são necessárias na síntese de glutationa.

O Folato tem o papel de desviar a cisteína, preferencialmente, para a produção de glutationa, em vez de produção de homocisteína.

Omega 3 como escolher o seu


Os ácidos graxos essenciais (AGE) não são produzidos pelo nosso corpo, devendo ser adquiridos através da dieta. São conhecidos como Ômega 3 (ácido lfa linoleico ALA) e Ômega 6 (ácido linolênico AL). 

AL está presente nos óleos de milho e soja e ALA nos óleos de linhaça e de animais marinhos.
Estes ácidos graxos devem se transformar em substâncias biologicamente mais ativas, com funções especiais no equilíbrio homeostático e em componentes estrutural das membranas celulares do tecido cerebral e nervoso.

A alimentação bem balanceada deve ter uma relação ômega 6/3 inferior a 4:1. 

Os ácidos graxos polinsaturados ômega 3 EPA (eicosapentaenoico C20:5n3) e DHA (docosahexaenoico C22:6n3) são formados a partir do ALA. Acontece que o organismo humano não tem grande capacidade de realizar essa transformação, por isso a ingestão deles prontos na forma de óleo de peixe de águas frias ou óleo de Krill é melhor que a suplementação com óleo de linhaça.

O pescado de origem marinha tem como característica os baixos teores dos ácidos linoléico, mas com elevados teores de ômega 3 quando comparados com os peixes de água doce. A composição, a distribuição e a relação entre os ácidos graxos das séries ômega 6 e ômega 3, nos peixes, sofrem influencias basicamente de três fatores: genéticos (espécies, etapa de desenvolvimento), ambientais (temperatura e salinidade) e, especialmente, nutricionais. Por isso o salmão criado em águas quentes e alimentado com ração possui pouco ômega 3.

A composição dos ácidos graxos dos peixes de água doce é caracterizada por elevada proporção de ômega 6, especialmente os ácidos linoléico e araquidônico e a relação total entre ômega 3/ômega 6 de ácidos graxos é inferior aos dos peixes marinhos variando de 1 até 4, aproximadamente.

O peixe brasileiro com melhor qualidade de ômega 3 é a sardinha. Pereira e colaboradores (2005), na busca de informações sobre a qualidade da sardinha (Sardinella brasiliensis) consumida na cidade de São Paulo-SP, analisaram amostras em diversas condições de conservação concluindo que apenas a sardinha fresca, comercializada na CEAGESP, apresentou condições de consumo adequadas.

Muitos me perguntam como escolho um bom ômega 3. A reposta não é simples, pois existem mitos no mercado e muitos estão oxidados o que não é bom. Para começar eu prefiro óleo de Krill ou de salmão selvagem. 

Existem várias formar de se verificar se o ômega é bom, você pode abril a cápsula e cheirar para ver se tem cheiro ruim (oxidado), pode colocar no congelador (ômega 3 não congela) ou pode fazer como eu, realizar exame um exame de sangue para ver como estão suas taxas.

A capacidade de um indivíduo para absorver e metabolizar os ácidos graxos essenciais, pode variar de pessoa para pessoa, dependendo de um número de fatores. Cada pessoa é única, com diferenças na digestão, absorção, distribuição nos tecidos, e do metabolismo celular. Variações na dieta, peso corporal, e genética também influenciarão níveis em circulação.

Esse exame ajuda a verificar a dosagem e irá determinar se o seu habito nutricional ou suplemento estão a funcionando eficazmente. Para verificar a dose é necessário estar em uso do suplemento por pelo menos 4 semanas.

Em regiões onde o consumo de frutos do mar é relativamente elevada e as taxas de doenças cardiovasculares são relativamente baixos (como o Japão ea Gronelândia ) , as pessoas muitas vezes têm níveis totais de ômega-3 maiores que 15. Um nível saudável de ômega-3 é de 10% ou mais.

Embora os ácidos graxos ômega -6 sejam essenciais para a nossa saúde, ocorre um excesso na dieta da maioria das pessoas. Óleos vegetais tais como milho, soja e alimentos processados ​​ são contém grandes quantidades de ácido linoleico, que é convertido no corpo em ácido araquidônico (AA), promovendo um ambiente pró-inflamatório. Níveis de ômega -6 devem ser inferiores a 38 % de ácidos graxos totais. AA em particular, tem um valor ótimo inferior a 9 %.

A relação AA: EPA fornece um indicador mais específico do equilíbrio entre os ácidos graxos ômega -6 e ômega -3 ácidos em circulação. Quando esta proporção é maior existe um ambiente pró-inflamatório. A proporção ótima de AA: EPA está em torno de 1,7.

Ácido elaídico é a principal gordura trans em óleos vegetais hidrogenados. Os ácidos graxos trans podem ser encontrados em alimentos obtidos a partir de animais ruminantes e em alimentos que contêm gordura vegetal parcialmente hidrogenada, como os "fast food". O consumo dos ácidos graxos trans é maior nos Estados Unidos, no Canadá e em países da Europa e menor no Japão e em países do Mediterrâneo.

Abaixo o exame que eu realizei pelo DASA (Sérgio Franco aqui no Rio). Definitivamente preciso diminuir meus níveis de AA.
http://www.alvaro.com.br/exame/visualizar/indice-omega-3-hematie-omega3

PERFIL ACIDOS GRAXOS - OMEGA RATE  
OMEGA RATE
  Metodo: Cromatografia Gasosa

ACIDOS GRAXOS SATURADOS

MIRISTICO (C14:0) :0,4 %
  Valores de Referencia: 0,13 a 0,67%

PALMITICO (C16:0) :26,4 %
  Valores de Referencia: 2,5 a 32,8%

ESTEARICO (C18:0) :17,9 %
  Valores de Referencia: 17 a 21,45%

ACIDOS GRAXOS TRANS

ELAIDICO (1-C18:In9) :0,13 %
  Valores de Referencia: 0,9 a 1,16%


ACIDOS GRAXOS MONOINSATURADOS

PALMITOLEICO (C16:In7) :0,35 %
  Valores de Referencia: 0,1 a 0,3%

OLEICO (C18:In9) :16,3 %
  Valores de Referencia: 14,7 a 19,8%

ACIDOS GRAXOS DE CADEIA LONGA OMEGA 6

LINOLEICO (C18:2n6) ESSENCIAL :11,8 %
Valores de Referencia: 8,6 a 13,2%

DIHOMO-GAMA LINOLENICO (C20:3n6) :1,1 %
  Valores de Referencia: 0,95 a 2%

ARAQUIDONICO (C20:4n6) :14,1 %
  Valores de Referencia: 10 a 16%

GAMA-LINOLENICO (C18:3n6) :0,09 %
  Valores de Referencia: 0,04 a 0,5%


ACIDOS GRAXOS DE CADEIA LONGA OMEGA 3

ALFA-LINOLENICO (C18:3n3) ESSENCIAL :0,12 %
  Valores de Referencia: 0,04 a 0,16%

EICOSAPENTAENOICO (C20:5n3) :2,4 %
  Valores de Referencia: 0,6 a 2,3%

DOCOSAEXAENOICO (C22:6n3) :7,9 %
  Valores de Referencia: 3,1 a 8,5%

RAZOES

INDICE OMEGA 3 :10,3 %
  Valores de Referencia: Superior a 4%

n6/n3 :2,6
  Valores de Referencia: 2,7 a 6%

ESTEARICO/OLEICO :1,0
  Valores de Referencia: Superior a 1,1


INFLAMACAO, PRECURSORES DE EICOSANOIDE

OMEGA6/OMEGA3 :2,60
  Valores de Referencia: 2,7 a 6

ARAQUIDONICO (C20:4n6) :14,1 %
  Valores de Referencia: 10 a 16%

ARAQUIDONICO/EICOSAPENTAENOICO :5,88
  Valores de Referencia: Inferior a 10

ARAQUIDONICO/DIHOMO-GAMA-LINOLENICO :12,82
  Valores de Referencia: 5,5 a 13,1



FLEXIBILIDADE E PLASTICIDADE DA MEMBRANA

SATURADOS/POLI-INSATURADOS :0,83
  Valores de Referencia: 0,6 a 1

SATURADOS :44,72 %
  Valores de Referencia: 45,5 a 51,4%

PALMITOLEICO (C16:In7) :0,35 %
  Valores de Referencia: 0,1 a 0,3%

1/DOCOSAEXAENOICO :0,13 %
  Valores de Referencia: Inferior a 0,3%


DINAMICA DA INSULINA

LINOLEICO/(ARAQ+DIH-GAMA-LINOLENICO) :0,78
  Valores de Referencia: 0,4 a 0,8

1/DOCOSAEXANOICO :0,13 %
  Valores de Referencia: Inferior a 0,3%